18/04/2019  às 15hs13 - Atualizado em 18/04/2019  às 15hs19

Religião

Páscoa: tempo de reflexão, perdão e recomeço

A Semana Santa, celebração mais importante da Igreja Católica, convida os fiéis a praticar o bem, se redimir dos pecados e buscar a renovação.


Foto: Ketully Beltrame / Notícias JH

Foto: Ketully Beltrame / Notícias JH


A Igreja Católica está vivendo, entre os dias 14 e 21 de abril, a celebração mais importante do Ano Litúrgico. A Semana Santa, a última da Quaresma, é marcada pelas celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, e leva os fiéis à reflexão. É o que explica o pároco da paróquia Santa Otília de Orleans, padre Joel Bittencourt.


“Nós iniciamos essa grande preparação nestes quarenta dias de Quaresma que antecedem a Páscoa para revisarmos a vida, ver os pontos onde falhamos contra Deus e contra o próximo, para que possamos crescer e receber o perdão de Deus pelos nossos pecados. Para que, com ele, que passou pelo sofrimento e pela morte, possamos ressurgir com uma vida nova. É o tempo de ‘ressuscitar’ com Cristo e renovar nossos propósitos, nossas atitudes”, afirmou.


Portanto, é uma oportunidade para a busca pela renovação. “A Semana Santa não pode ser entendida como uma semana a mais, ou como um feriado prolongado. Na verdade, após os quarenta dias de oração e penitência – a Quaresma – a Semana Santa desponta como o desfecho deste tempo favorável à nossa conversão e salvação. Aliás, ela é o ponto de chegada ao qual nos propomos quando entramos na Quaresma”, ressalta o padre Rafhael Silva Maciel, mestrando em Sagrada Liturgia em Roma, ao site Vatican News.


Por isso, a Quaresma é tempo de buscar o perdão pelos pecados e, desta forma, buscar a mudança para melhor. “A confissão é um importante momento em que as pessoas buscam a Deus, que é misericordioso. O padre acolhe a nós, filhos e filhas, que pecamos, reconhecendo as nossas fraquezas e pedindo perdão, nos dando uma renovação de vida. Neste momento, as pessoas têm a oportunidade de fazer um desabafo e buscar um conforto junto a Deus, sabendo que receberão o perdão”, explica padre Joel,


“Neste período em que vivemos a celebração mais importante do ano, da vitória de Cristo sobre a morte, é o momento para refletir a solidariedade de Deus para conosco, que não nos desampara, não nos deixa sozinhos, que nos acolhe nos momentos de medo, dor, sofrimento e morte. Passadas as celebrações, convidamos, de modo especial, que as pessoas continuem participando das celebrações, que permaneçam juntas de Deus, caminhando junto à nossa comunidade e família, renovando a nossa fé e vida cristã”, completou.


O significado de cada dia da Semana Santa


Fonte: Vatican News


Domingo de Ramos da Paixão do Senhor


Neste dia, a Igreja entra no mistério do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado. Entrelaçam-se duas experiências celebrativas: os ramos e a proclamação da Paixão de Jesus Cristo. Na primeira parte, vive-se a bênção dos ramos, o anúncio do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém e a procissão com os ramos até a igreja onde se dará a segunda parte desta celebração. Esse primeiro momento é festivo. Já em um segundo momento, tendo chegado ao local predeterminado para o prosseguimento da Missa, a partir da Liturgia da Palavra, a celebração muda de tom; no Evangelho, ler-se-á um dos Evangelhos da Paixão de Cristo, em contraste com a festividade vivida nos momentos precedentes. Assim, percebe-se que aquele que foi acolhido como rei pelo povo será levado à cruz.


Segunda, Terça e Quarta-Feira da Semana Santa


Nos dias da Semana Santa que seguem ao Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor e são anteriores ao Tríduo Pascal. Ou seja, na segunda, terça e quarta-feira, os fiéis são convidados a reconhecer o pecado. É tempo de forte penitência e de confissões, que levem o povo cristão a fazer um momento de revisão de vida rumo à Páscoa.


Tríduo Pascal


O Tríduo Pascal, da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, é o período mais importante de todo o Ano Litúrgico. Este Tríduo começa com a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, tem seu centro na Vigília Pascal, no Sábado Santo, encerrando-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição do Senhor.


Quinta-Feira Santa


Nesta missa, celebram-se três acontecimentos: a instituição da Eucaristia, a instituição do Sacerdócio Ministerial e o Mandamento do Amor. A liturgia da Palavra leva à reflexão sobre o amor de Jesus e a refletir como o amor tem sido vivido entre as pessoas, inclusive com o gesto do lava-pés, que significa serviço ao próximo. O lava-pés foi o gesto de serviço de Jesus aos seus Apóstolos – para que esses, e seus sucessores, depois fizessem a mesma coisa. A Igreja inicia o Solene Tríduo Pascal e propõe comemorar aquela “Última Ceia” na qual Jesus, na noite em que ia ser entregue, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e o seu Sangue sob as espécies do pão e do vinho, e os entregou aos Apóstolos para que os tomassem.


Sexta-Feira da Paixão do Senhor


Por meio da dor e do sofrimento, Cristo é elevado à Cruz para reconciliar o homem com Deus, consigo mesmo e com o universo. Na Sexta-feira Santa, os cristãos são chamados a refletir sobre o acontecimento supremo do Amor de Deus pela humanidade: a morte de Cristo na cruz. Ele morreu na cruz por todas as pessoas. A cruz é o símbolo central deste dia e de toda a celebração desta Sexta-feira Santa.


A Vigília Pascal


Segundo a Tradição da Igreja, que remonta aos primórdios, a noite da vigília do sábado para o domingo deve ser comemorada em honra do Senhor, em memória da Noite Santa em que Cristo ressuscitou. Nela, a Igreja se mantém vigilante esperando a Ressurreição do Senhor e celebra esta mesma vigília com os Sacramentos da Iniciação Cristã - o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia. Nesta noite, celebra-se a vitória definitiva de Cristo sobre a morte e o pecado, em que Ele ressuscita para vencer o pecado, a injustiça e a discórdia e reunir novamente o povo.


Foto: Ketully Beltrame / Arquivo / Sul in Foco

Encenação que emociona


Quando se trata de retratar os momentos de Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, a Associação Arte & Resgate acumula oito anos de experiência e é bastante requisitada, com espetáculo agendado já para a Sexta-Feira Santa de 2020. Por onde passa, o grupo de teatro atrai uma multidão de fiéis, que esperam ansiosos pela Encenação da Paixão de Cristo. Nesta sexta-feira, dia 19, a apresentação será no Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Içara. No sábado, 20, será apresentada a Ressurreição.


“Este é o terceiro ano consecutivo do ator Elian Destro, interpretando o papel de Cristo. A cada ano que passa nossos atores estão mais seguros e eficientes. Ou seja, as cenas trazem a realidade pelo que Cristo passou. Nossas cenas são reais, levando os fiéis às lágrimas e à reflexão, a sentirem as dores de Cristo. Queremos mostrar que estamos aqui porque Jesus veio para nós salvar e, para que isso acontecesse, Ele sacrificou sua vida por nós. Transmitimos as dores de Cristo, tendo como dito a Bíblia Sagrada e também as cenas do filme da Paixão de Cristo, do Mel Gibson”, contou a diretora do Arte & Resgate, Luciana Paz Martins.


Ao total, estarão envolvidos 55 atores, entre crianças, jovens e adultos. O espetáculo é considerado um sucesso e emociona a todos que assistem. Por quatro anos, foi realizado em Lauro Müller e durante dois anos em Orleans. Esteve também no Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, em Nova Veneza, e no Santuário Santa Paulina, em Nova Trento. Neste ano, irá para o Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Içara, e, em 2020, retornará a Nova Trento.


Redação Notícias JH


Foto: Ketully Beltrame / Arquivo / Sul in Foco

 


18/04/2019  às 15hs13