18/03/2019  às 05hs43 - Atualizado em 18/03/2019  às 08hs13

Geral

Orleans: Grupo Mulheres na Montanha levantam bandeira ambiental

O evento organizado pelo movimento popular Orleans Viva – Guardiões do Costão – MOVI – aconteceu neste domingo, dia 17.



Um grupo de aproximadamente 100 mulheres fez uma caminhada de sete quilômetros, tomou banho de rio e contemplou as belezas naturais da comunidade de Três Barras, em Orleans.


Também tinham como objetivo alertar sobre os danos que a exploração de carvão mineral pode causar na região do costão da Serra Geral. O evento organizado pelo movimento popular Orleans Viva – Guardiões do Costão – MOVI – aconteceu neste domingo, dia 17.


A caminhada teve o apoio do grupo Mulheres na Montanha iniciado em 2005, no Rio de Janeiro, por nove mulheres que escalaram a parede do Cantagalo, no bairro da Lagoa. Maryella Masseli, coordenadora em Santa Catarina, conseguiu o aval deste grupo propondo a extensão do evento no estado e teve licença para usar o nome e a logo nas camisetas.


Ela não compareceu porque seu filho nasceu há três meses. Por carta, explicou que estas ações têm como princípio alimentar o espírito feminino e a solidariedade, promover atividades em meio à natureza e construir a consciência ambiental.


“Por aqui, não somos escaladoras e sim caminhantes porque isso nos identifica mais. Já realizamos eventos em Bom Jardim da Serra e em Urubici, onde moro. E agora, para nosso orgulho, em Orleans. Esse lugar é sensacional e tem um futuro promissor no ecoturismo. Fiquei muito empolgada quando soube da bandeira ambiental que resolveram levantar”, escreveu Maryella


O movimento popular Orleans Viva – Guardiões do Costão – MOVI – foi formado em novembro do ano passado. Dele, participam pessoas preocupadas com os danos ambientais, afetando principalmente as nascentes de água, que a extração do carvão pode provocar. O grupo conta com o apoio de representantes de movimentos de mulheres, agricultores e os comitês de bacias hidrográficas dos municípios de Içara, Treviso e Urussanga.


“Em setembro do ano passado o Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina – SIESESC – conquistou na justiça o direito de explorar nosso subsolo e reagimos. Temos leis municipais que impedem a mineração. Mesmo sendo inconstitucionais serviram como um muro para evitar a exploração do carvão. Mas, agora, precisamos nos unir porque não queremos que nossos mananciais sejam contaminados e deixar que o poder econômico cause destruições irreversíveis”, comentou a vereadora Mirele Debiasi.


As organizadoras Nádia Massuco e Tayse Nicoladeli organizaram momentos de yoga, meditação e contemplação. Um café colonial preparado por três famílias da comunidade foi servido na casa do senhor Cristovão Crocetta. “Com sentimento de gratidão, honre a comida posta sobre a mesa e deguste, aprecie cada sabor, cada cor. É momento somente de agradecer. Deixe que o sentimento flua, que a mente se aquiete. Queremos que haja uma invasão sim, mas uma invasão de pessoas que venham contemplar e agradecer à mãe terra pela beleza da natureza e pelo ar puro das montanhas”, comentou Nádia.


Colaboração: Ana Lúcia Pintro


18/03/2019  às 05hs43