14/08/2019  às 11hs36

Polícia

Mulher e filha são encontradas mortas em prédio de Ibirama

Segundo a polícia, o marido é suspeito do crime. Ele também morreu, após cair do quinto andar.


Foto: Mauricio Cattani/ NSC TV

Foto: Mauricio Cattani/ NSC TV


Uma mulher de 32 anos e a filha de 11 anos foram encontradas mortas no corredor de um prédio no bairro Bela Vista, em Ibirama, no Vale do Itajaí, na noite de terça-feira (13). O marido, suspeito do crime, também morreu após cair do quinto andar.


A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Voluntários foram acionados por volta das 22h15 inicialmente para prestar atendimento envolvendo a queda de um homem, que estava em frente do bloco B. Ele foi encontrado pelas equipes com vida, mas não resistiu aos ferimentos.


Depois, vizinhos afirmaram aos bombeiros que uma mulher e uma criança estavam no chão do corredor no quinto andar de um dos prédios do condomínio. Ao chegar no local indicado, eles encontraram as vítimas mortas.


Segundo o delegado Leonardo Marcondes Machado, uma faca foi localizada e apreendida. "Os corpos tinham diversos ferimentos, mas não foi possível identificar o que teria provocado, apesar de apresentar indícios compatíveis apontarem pela faca apreendida. Apenas a perícia que irá esclarecer isso", explica.


Ainda de acordo com Machado a motivação do crime é desconhecida. No entanto, as testemunhas entrevistadas durante a noite de terça, afirmaram ao delegado que o casal teria separado recentemente e o crime teria ocorrido após uma discussão.


"As informações que nós colhemos inicialmente elas dão conta de um possível término de relacionamento e que essas mortes teriam relação com essa questão de uma violência doméstica familiar contra a mulher", disse.


Um celular foi localizado e deve passar por análise. Ainda nesta tarde, o delegado disse que deve ouvir testemunhas e familiares.


O caso foi registrado como duplo homicídio. "Ao final das investigações, a gente pretende concluir pela existência ou não de um feminicídio", afirma Machado.


Peritos do Instituto Geral de Perícia (IGP) e do Instituto Médico Legal (IML) também estiveram no local. Conforme a Polícia Civil, a área foi liberada logo após o término da perícia.


A mulher trabalhava como promotora de vendas. O homem tinha registro como vigilante e não tinha passagem pela polícia. A filha do casal estudava na Escola Municipal Nova Stettin, onde as aulas foram suspensas nesta manhã.


 


Fonte: G1/SC.


14/08/2019  às 11hs36