20/05/2019  às 06hs33

Política

Justiça nega pedido de liberdade do ex-deputado João Pizzolatti em SC

Ele teve a prisão decretada por ter sido flagrado dirigindo mesmo com a habilitação suspensa.


Reprodução

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Do G1
Edição, Redação LnS

A Justiça negou pedido de liberdade do ex-deputado federal João Pizzolatti, que está preso desde a tarde desta sexta-feira (17). A defesa informou que deve recorrer da determinação. Auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda, ele está recolhido no presídio de Blumenau, no Vale do Itajaí.

Pizzolatti foi preso numa clínica de reabilitação em São José, na Grande Florianópolis, onde estaria fazendo tratamento para alcoolismo. A prisão estava decretada desde 8 de maio porque ele descumpriu medida cautelar, sendo flagrado dirigindo mesmo com a carteira de habilitação suspensa.

O ex-deputado é réu por tentativa de homicídio doloso e embriaguez ao volante, em processo relacionado a um acidente de trânsito ocorrido no final de 2017, no qual ele admitiu que dirigiu bêbado. A batida deixou um homem gravemente ferido, que precisou de 11 cirurgias por ter sofrido fraturas e queimaduras de segundo e terceiro graus.

O pedido de substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar havia sido feito pela defesa horas antes de Pizzolatti ser preso. A negativa foi dada ainda na sexta, pela juíza substituta Cibelle Mendes Beltrame, da 1ª Vara Criminal de Blumenau.

“Logo, conforme ressaltado na decisão que decretou a prisão preventiva, se o réu descumpriu, deliberadamente, a medida cautelar de suspensão do direito de dirigir, só mesmo a medida cautelar mais gravosa (prisão preventiva) para atingir o fim colimado(garantia da ordem pública)”, escreveu no despacho.

A juíza entendeu ainda que a defesa não comprovou que o réu está “extremamente debilitado por doença grave” e afirmou que ele poderá continuar o tratamento médico no sistema prisional.

O ex-deputado estava na clínica de reabilitação desde o início da semana, informou a defesa. A Secretaria de Estado da Fazenda disse que ele não comparece ao trabalho desde o dia 9 de maio, dia seguinte à decretação da prisão. Mesmo sem poder dirigir, o auditor recebe verba indenizatória de auxílio-combustível da pasta.


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