25/03/2020  às 09hs51

Geral

Jornal segue entre os mais confiáveis para se informar

Mídia impressa ficou atrás apenas da televisão no levantamento realizado pelo Datafolha.



No meio da pandemia do coronavírus e uma onda de desinformação devido às fake news, o jornalismo profissional se torna cada vez mais importante. E mais uma vez, a mídia impressa ganha um lugar de destaque para a população.


Em uma pesquisa do Datafolha, os jornais impressos foram considerados pelos brasileiros, ao lado da televisão, os mais confiáveis na cobertura da crise do novo coronavírus.


Na pesquisa, dos mais de 1,5 mil entrevistados, 56% afirmaram que confiam nas informações divulgadas sobre o coronavírus, à frente de mídias como o rádio (50%) e os sites de notícia (38%). Também foi quem teve o menor índice de desconfiança, com apenas 11%.


O diretor-geral do SL de Comunicação, Edson da Soler, destacou a importância do jornalismo profissional no momento em que o mundo vive.


“Ficamos muito felizes de sermos reconhecidos como a segunda mídia do país em credibilidade. E é assim que o jornal é feito, com credibilidade, responsabilidade. O jornalista estuda muitos anos para oferecer um trabalho ético e profissional. Tem um monte de gente nas mídias sociais, achando que sabe tudo, falando um monte de assuntos sem conhecimento, querendo ser o dono da verdade. Mas o jornal preza pelas informações verdadeiras, porque ele continua um documento”, afirma.


Da Soler também lembra do poder de multiplicação da mídia impressa, podendo ser utilizado por inúmeras pessoas do longo do dia. “Sem contar que um jornal circula entre sete a nove pessoas. Até mais em alguns lugares. Produzimos 9 mil jornais por dia. Se multiplicar por 8, circulamos para mais de 72 mil pessoas por dia”, explica.


Cuidado com as redes sociais


Nas redes sociais, circulam a grande maioria das informações falsas. E os brasileiros têm consciência disso. Somente 12% das pessoas entrevistadas dizem ter confiança nas informações compartilhadas em aplicativos e redes sociais.


A confiança nas redes sociais é maior entre as pessoas com mais de 60 anos e menos escolarizadas. Entre os entrevistados que possuem formação até o ensino fundamental, 18% dizem confiar nas informações sobre a Covid-19 recebidas pelo WhatsApp. Pelo Facebook são 17%. Os dois perfis, no entanto, dizem confiar mais nos meios de comunicação profissionais.


A pesquisa


Feita por telefone, o levantamento do Datafolha foi realizado entre a última quarta e sexta-feira (18 e 20 de março). Foram ouvidas 1.558 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.


De acordo com a pesquisa, as pessoas foram questionadas se confiam ou não confiam nas informações sobre o coronavírus divulgadas nos jornais impressos, nos programas jornalísticos de TV e rádio, nos sites de notícias, no Whatsapp e no Facebook. Havia no questionário a possibilidade de responder ainda se confiavam apenas em parte nas informações ou se não utilizavam os meios.


Campanha ressalta importância dos jornais


Nesta semana, jornais impressos brasileiros unificaram as capas para realçar o papel do jornalismo no combate à Covid-19. As edições de hoje trazem a seguinte mensagem: “Juntos vamos derrotar o vírus: Unidos pela informação e pela responsabilidade”.
O Tribuna de Notícias se juntou a grandes veículos de Santa Catarina e do Brasil, e também destacou o jornalismo sério na capa de terça-feira.


As capas unificadas fazem parte de uma campanha da Associação Nacional de Jornais (ANJ), mostrando a relevância do trabalho jornalístico no momento em que se desenrola uma situação de calamidade pública. “A ação demonstra a unidade dos jornais brasileiros em torno de uma causa comum: servir à população com jornalismo de qualidade para, com a responsabilidade que o momento exige, enfrentarmos e vencermos a pandemia”, afirma jornalista Marcelo Rech, presidente da ANJ.


Fonte: TN Sul / Thiago Oliveira .


25/03/2020  às 09hs51