17/06/2016  às 15hs04

Geral

Empresário Francisco Cardoso recorda passagens da sua trajetória Café com a Guarujá

Ele conta sua história de vida, trajetória profissional e causos de uma Orleans apaixonante, empreendedora e fascinante


Foto: Iago Telles/Rádio Guarujá

Foto: Iago Telles/Rádio Guarujá

O empresário Francisco Pedro Cardoso começou a vida quase sem nada. Esposa grávida, sem carro, sem casa, sem dinheiro, sem terra para trabalhar e sem experiência no comércio. Uma malinha de roupa, esperança, muita fé em Deus e uma vontade de vencer indomável.

Foi trabalhar de empregado na madeireira Gaúcha, no interior de Bom Jardim da Serra. Puxando cabo de guincho na grande derrubada do pinheiro naqueles grotões sem fim. Ali colocou barbearia no terreiro da casa. Tinha cadeira de palha, lençol e uma tesoura. Viu que tinha tino para o negócio e começou a vender pinga dentro de casa. Teve bar, bancava cacife no jogo do pife, aprendeu a dirigir caminhão, comerciou madeira e foi um dos primeiros a viajar para o Mato Grosso e trazer tora de lá.

No Café com a Guarujá, ele conta sua história de vida, trajetória profissional e causos de uma Orleans apaixonante, empreendedora e fascinante:

Qual foi o primeiro serviço do senhor?

Eu trabalhei na roça com meus pais. Ali, meu pai conseguiu comprar um terreno no Rio Belo e começamos ali, plantando mandioca. Mais tarde, meu pai comprou outro terreno no Rio Belo.

Você fala bastante de seu pai. O que dizer dele?

Meu pai foi um homem bravo para nós, mas agradeço a ele, porque nos deu educação. Meu pai ia muito bem, até que se perdeu com mulher. Ele estava feito, com capital grande, mas se perdeu. Éramos crianças, porém, entendíamos. Ele foi indo para trás. Como ele era muito rígido, não falávamos sobre isso com ele. Meu pai decidiu vender o terreno e comprar um casarão no Oratório.

Quando você saiu de casa?

Deixei minha casa quando tinha 23 anos, logo após casar. Até lá, trabalhei na roça. Fui embora morar em Bom Jardim, em 1964.

Quando você instalou a madeireira?

Eu comprava de um e de outro, mas não tinha a firma. Precisei registrar uma firma para que pudesse ter a nota fiscal que eles pediam. Puxávamos certinho, graças a Deus.

Você foi um dos primeiros a ir para o Mato Grosso?

 Em 1992, fui, sem destino, para não voltar mais. Fui rezando e sem destino. Mas em seis meses que fiquei lá, nunca ganhei tanto dinheiro.


17/06/2016  às 15hs04