14/06/2019  às 13hs21 - Atualizado em 14/06/2019  às 13hs25

Política

Administração Municipal atrasa repasses à saúde, constatam vereadores de Treviso

Nesta semana, a vereadora Crisleide Cimolim (MDB) usou o horário político durante a sessão ordinária para falar sobre o assunto.


Foto: ASCOM Câmara de Treviso

Foto: ASCOM Câmara de Treviso


A situação financeira do município de Treviso tem causado preocupação ao Legislativo. Nesta semana, a vereadora Crisleide Cimolim (MDB) usou o horário político para falar sobre o assunto. Segundo a parlamentar, há dois meses, o Executivo não repassa os convênios à Unidade de Pronto Atendimento 24h e à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Siderópolis.


Atualmente, a população de Treviso utiliza os serviços de saúde do município vizinho. De acordo com Crisleide, a Secretaria de Saúde de Siderópolis solicitou ao Legislativo ajuda para solucionar a suspenção dos pagamentos. O Executivo deve repassar mensalmente à Apae R$ 3.950 reais, conforme o projeto de lei aprovado pelos vereadores em fevereiro deste ano.


“Os convênios aprovados por essa Casa foram analisados e são importantes para a área da saúde, e isso vai afetar diretamente a população trevisana”, disse Crisleide.


Conforme o presidente da Casa, vereador Sidnei Viola (PP), o Legislativo vai realizar uma reunião com o prefeito municipal, Jaimir Comin (PP), para reestabelecer os pagamentos.  “Não podemos aceitar que esses repasses sejam atrasados”, afirmou.


O vereador Reginaldo Rizzati (MDB) também subiu à tribuna para falar sobre a situação financeira do município. Segundo o edil, outros pagamentos da prefeitura estão atrasados. “Estamos recebendo cobranças de pessoas que venderam para o município e não estão recebendo. Não sei onde iremos chegar”, finalizou o parlamentar.


Dívida de R$ 1 milhão


A má administração dos recursos públicos foi abordada pelo vereador Luciano Miotelli (MDB). O parlamentar falou sobre a dívida que o Município possui em impostos e tributos. “Há um parcelamento com o INSS em 12 meses, com uma conta fixa de R$ 95 mil reais. A arrecadação não baixou, está em aproximadamente R$ 2 milhões, e o Município pretende fazer um empréstimo. Que tipo de governo é esse?”, falou.


Para o vereador Gabriel Mariani (PP), o Executivo precisa cortar gastos desnecessários. “Temos que diminuir a folha de pagamento, custos supérfluos, e fazer investimentos no município”.


Os assuntos devem voltar a discussão na próxima Sessão Ordinária, no dia 18 de junho.


ASCOM Câmara de Treviso


14/06/2019  às 13hs21